Morango Pode Eliminar Diarreia e Aliviar Sintomas da Colite e Doença de Crohn


As paredes do intestino e todo seu revestimento podem sofrer lesões em consequência de algumas doenças crônicas que acontecem no órgão, como a conhecida doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. 

O problema é que, quando surgem essas lesões, elas podem levar a inflamações de média ou alta gravidade, chamadas de doença inflamatória intestinal (DII). A DII é uma condição crônica que resulta em inflamação e, algumas vezes, dano à estrutura dos intestinos. Pessoas com DII também têm um risco maior de câncer colorretal.

Os sintomas são dor abdominal, como cólicas intestinais e diarreia, que algumas vezes podem vir acompanhadas por sangramento. Os tratamentos podem incluir medicamentos e cirurgia. Mas temos uma boa notícia: parece que com uma simples – e saborosa - intervenção dietética é possível diminuir a inflamação do cólon e melhorar a saúde intestinal.

O delicioso morango - menos que uma xícara de morangos por dia - pode ajudar, e muito, quem sofre com as inflamações intestinais, revelam cientistas americanos.
 
"O estilo de vida sedentário e hábitos alimentares de muitas pessoas - alto teor de açúcar, alto teor de gordura animal, mas com pouca fibra - podem promover a inflamação do cólon e aumentar o risco de DII", diz Hang Xiao, cientista PhD que liderou o estudo realizado pela Universidade de Massachusetts Amherst.

Para se ter uma ideia, só em 2015, três milhões de adultos nos EUA relataram ter sido diagnosticados com a doença, de acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Como o consumo dietético de frutas e vegetais tem sido bastante associado a um menor risco de doença inflamatória intestinal, Xiao e sua equipe se concentraram em morangos (devido ao seu alto consumo) para realizar um estudo prático e eficaz que avaliasse a diminuição da inflamação do cólon tanto em pacientes com DII como na população em geral.
 
Em seu experimento, os pesquisadores usaram quatro grupos de camundongos - um grupo de ratos saudáveis ​​consumindo uma dieta regular, e três grupos de camundongos com doenças inflamatórias intestinais consumindo uma dieta regular, com 2,5% de morango em pó, ou uma dieta com 5% de morango em pó.

Xiao diz que essas doses de morango fornecidas aos camundongos são semelhantes às consumidas por um ser humano. O estudo revelou que o consumo de morangos inteiros em uma dose equivalente a três quartos de uma xícara da fruta por dia em seres humanos suprimiu significativamente sintomas como perda de peso corporal e diarreia sanguinolenta em camundongos com DII.

O tratamento com morangos também diminuiu as respostas inflamatórias no tecido do cólon dos camundongos. E mais: a diminuição da inflamação não foi o único benefício gerado pelo consumo de morango durante este estudo. A inflamação do cólon afeta negativamente a composição da microbiota no intestino.

Com a DII, a quantidade de bactérias prejudiciais aumenta, enquanto o número de bactérias benéficas diminui no cólon. Após o tratamento dietético com morangos, os pesquisadores observaram uma reversão dessa composição microbiota doentia nos camundongos com DII.

A equipe de Xiao também obteve dados experimentais que indicaram que morangos podem afetar as vias metabólicas anormais nos camundongos portadores da doença, o que, por sua vez, poderia levar à diminuição da inflamação do cólon.
 
Agora, a equipe tentará validar suas descobertas em pacientes com DII. Mas é preciso ter cuidado. Consumir três quartos de uma xícara de morangos por dia pode ser benéfico para aqueles que procuram melhorar sua saúde intestinal. Mesmo assim, Xiao aconselha que pacientes consultem seus médicos antes de mudar suas dietas.

Ele também sugere evitar esse tipo de intervenção nutricional se alguém for alérgico à fruta. Além disso, o morango é um dos vegetais que mais recebem agrotóxicos. Logo, o ideal é consumir morangos orgânicos para obter os melhores benefícios.

Este blog de notícias sobre tratamentos naturais não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

 

 

FONTE:

curapelanatureza

LEIA MAIS IMPRIMIR ou SALVAR COMPARTILHAR ou SALVAR SALVAR PDF