Sintomas de esclerose múltipla: cansaço, formigamento e mais 12 sinais de alerta


Identificar os sinais de esclerose múltipla (EM) é essencial para diagnosticar precocemente e retardar o progresso da doença, que ainda não possui cura. No entanto, essa não é uma tarefa fácil, visto que os sintomas se apresentam de maneira episódica e, muitas vezes, são leves.
Para facilitar, explicamos cada um dos sintomas a seguir.

O que é esclerose múltipla
Esclerose múltipla é uma condição que causa inflamação e danos ao sistema nervoso. Em entrevista ao VIX, o neurologista Ricardo Novis, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, explicou que o acometimento é causado por um mecanismo autoimune que faz com que o próprio corpo destrua o revestimento dos nervos, chamado de bainha de mielina.
Com isso, os impulsos nervosos que conectam o cérebro às demais áreas do corpo deixam de ser transmitidos corretamente, gerando sequelas, que também podem ser chamadas de sintomas.
O problema pode ser comparado a um fio que, por estar desencapado, não transmite eletricidade como deveria.

Sintomas
Os sintomas iniciais de esclerose múltipla se manifestam de maneira episódica, isto é, em surtos em duração e frequência específicas que são intercalados por períodos assintomáticos. A cada nova crise pode haver ou não a permanência de sequelas.
Após algum tempo da doença, as crises dão lugar à piora definitiva do quadro, com sintomas vão se instalando vagarosamente.
De acordo com Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, os sintomas de esclerose múltipla mais comuns nas duas fases são:

Alterações motoras: formigamento, queimação e parestesia
Sentir um músculo ou tendão endurecido, rígido ou com reflexos involuntários também é um indicativo da doença, que pode ainda ser uma das causas de formigamento, queimação e falta de sensibilidade em determinada região do corpo.
Essas consequências podem atingir as genitálias, levando a problemas do trato urinário, disfunções sexuais e alterações da sensibilidade na relação sexual.

Cansaço
Ocorre especialmente em ambientes quentes ou após esforço físico. Diferente da fadiga comum, nestes casos o paciente sente-se intensamente debilitado, mesmo se a ação realizada não for tão cansativa, em uma relação desproporcional.

Depressão, ansiedade, bipolaridade e mais
O agravamento da doença pode causar uma alteração do estado mental e emocional do indivíduo, levando a transtornos depressivos, ansiosos, bipolaridade, entre outros.

Dificuldades na fala
Falar lentamente, arrastado ou de maneira trêmula podem ser sintomas de esclerose múltipla. Sentir fraqueza nos músculos da boca ou dificuldade em deglutir alimentos e líquidos também estão ligados ao acometimento.

Falta de equilíbrio e coordenação
Se a bainha de mielina da área responsável por equilíbrio e coordenação for afetada, podem surgir anormalidades motoras como tremedeira, desequilíbrio e dificuldade para andar, além de consequência como vertigens e enjoos.
Dor
Outro sintoma de esclerose múltipla é dor nos olhos, costas, quadris, braços, pernas ou rosto.

Problemas de visão
Enxergar de maneira turva, embaçada ou dupla pode ocorrer em uma parcela dos pacientes.

Sintomas cognitivos: problemas de memória e execução
A esclerose múltipla da atriz Claudia Rodrigues gerou problemas de memória que a impediam de decorar suas falas para a televisão. Esse é um dos sintomas mais comuns da doença.
Ainda pode haver comprometimento da realização de atividades, de modo a exigir mais tempo e esforço do paciente.

Tratamento
Medicamentos
A EM não possui cura, mas o tratamento adequado pode retardar seu progresso e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Indicados por neurologista, os cuidados incluem remédios que visam reduzir a inflamação dos nervos e o dano à bainha de mielina. Ainda são usados medicamentos para alívio dos sintomas.
Já durante as crises, são administrados compostos com altas doses de corticoides por um pequeno período de tempo, eles ajudam a reduzir a resposta inflamatória que ocorre durante a crise e aliviam os sintomas. .

Terapias
Terapias que visam a reabilitação do sistema neurológico são essenciais para aliviar os sintomas. Elas são multidisciplinares e variam de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente, incluindo sessões de fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outras.

Células-tronco
O transplante de células tronco visa estabilizar a doença e ocorre por meio da captação de material da matriz óssea ou do sangue do próprio paciente. O conteúdo é filtrado e congelado, sendo aplicado apenas após o paciente realizar quimioterapia para redução da imunidade.
Ainda são realizados estudos para determinar os efeitos em longo prazo deste método, mas acredita-se que ele possui grande eficiência em impedir que o organismo ataque seu próprio sistema nervoso.

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